sábado, 10 de maio de 2008

Mialgia do masseter e trismo

Mialgia, segundo Houaiss: “dor muscular, provocada geralmente por hipertonia muscular ou traumatismo; miodinia, miosalgia”.

Uma das causas mais comuns de dor oro-facial é a mialgia dos músculos masseteres. Eles estão localizados bilateralmente, na face, entre o processo zigomático e o ramo da mandíbula.

A mialgia do masseter é na grande maioria das vezes causada por fadiga da musculatura, seguida de contratura e inflamação. Há também aquelas pós-traumáticas.

Podem causar dor incapacitante, de grande intensidade. O paciente fica bastante ansioso nestes casos, pois o assusta bastante. Ouvimos frases do tipo “minha cabeça parece que vai explodir”. São casos de urgência certas vezes, necessitando de intervenção imediata do dentista.

Muitos casos, o público procura um pronto-socorro comum, já que não se faz a menor idéia do que se trata. Os médicos plantonistas geralmente estão familiarizados com tais casos.

Às vezes podem também causar o chamado trismo, ou seja, a incapacidade de se abrir a boca, dificultando a alimentação. O trismo também é sinal observado no tétano, porém causado pela ação da toxina tetânica. Trismo, segundo Houaiss: “constrição mandibular devido à contratura involuntária dos músculos mastigatórios, que se constitui em um dos sinais característicos do tétano”. Essa definição é, na minha opinião, a melhor de todas.

O tratamento se faz em duas partes:

1) tratamento de urgência: quando a dor é intensa, ou quando há impedimento de se abrir a boca, é feita normalmente uma aplicação intramuscular (no glúteo) de um relaxante muscular, para melhorar a abertura de boca. Em seguida é indicada uma medicação analgésica. Também indicamos a aplicação de gelo ou calor, dependendo do caso e do tempo da afeccção. Um exame radiográfico é necessário se o trismo foi causado por agente traumático físico.
Essa fase, às vezes é feita em pronto-socorro, por médicos plantonistas. Mas pode ser feita pelo dentista, se disponível no serviço de atendimento.


2) tratamento clínico: passada a fase álgica, quando o paciente estiver mais confortável, indicamos o tratamento de rotina. Em especial com fisioterapia, que pode ser feita em casa pela própria pessoa, sem necessidade de acompanhamento profissional especializado. Deve ser feita sempre pelo dentista, com experiência ou especilização em DATM.

Normalmente, temos bom prognóstico nestes casos. Claro o sucesso do tratamento depende da colaboração, que depende muito da boa vontade e da disciplina dos pacientes.

Particularmente, já vi casos em que as pessoas entraram em desespero. Lembro-me de um caso que vi na faculdade, quando a mãe trouxe a filha de 14 anos, aos gritos...mas enfim ossos do ofício. Admito que estava mais assustado que a paciente, pois eu era estudante e novato.


Por enquanto é isso.



4 comentários:

Anônimo disse...

Que irresponsabilidade escrever isso: "Em especial com fisioterapia, que pode ser feita em casa pela própria pessoa, sem necessidade de acompanhamento profissional especializado. Deve ser feita sempre pelo dentista, com experiência ou especilização em DATM."
E desde quando dentista é fisioterapeuta? Isso pra mim é novidade.

jhon disse...

CD é especialista em area de glabela até a glote, entao cara pode ficar sucegado que na boca aonde mais atuamos sabemos, como fazer uma simples fisio para, voltar movimentos mandibulares.

Anônimo disse...

Nao é só falta de responsabilidade, demonstra total desconhecimento sobre a disfunçao temporomandibular, sua etiologia e seu tratamento, que deve ser sempre interdidisciplinar envolvendo fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, entre outros, cada um na sua área e se respeitando. Fisioterapia não é massagem que se faz em casa sem orientação, é um trabalho muito específico que exige profissional serio, competente e especialozado. Pense bem antes de sair falando merda por aí...

Anônimo disse...

Sou fisioterapeuta,especialista em tratamento de DTM's e concordo plenamente com o comentário!Sabe-se que qualquer tratamento médico,fisioterapêutico ou odontológico depende de um bom acompanhamento profissional!Atualmente o tratamento de trismo é multiprofissional e depende sim de um fisioterapeuta,portanto somos profissionais assim como vocês e merecemos reconhecimento e não ser tratados com descaso!

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